Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto

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AUTORA: Adrielly Katrine Tozetto Morais Muto
TÍTULO: SÍNDROME METABÓLICA E RISCO CARDIOVASCULAR E SUA ASSOCIAÇÃO COM FATORES CLÍNICOS, IMUNOVIROLÓGICOS E QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS DO SUDOESTE GOIANO
ORIENTADORA: Professora Doutora Ludimila Paula Vaz Cardoso
COORIENTADOR: Professor Doutor Luiz Fernando Gouvea e Silva
DEFESA DA DISSERTAÇÃO: 22/08/2023

RESUMO:

O avanço do tratamento para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) trouxe grande melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV (PVHIV), por suprimir a carga viral. Apesar disso, a infecção per si e a própria terapia induzem respostas inflamatórias e alterações metabólicas importantes, como a síndrome metabólica (SM) e o risco cardiovascular (RCV). Por esse motivo, há a necessidade de monitoramento constante desses pacientes, evitando o surgimento de complicações. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de SM e o RCV em PVHIV em tratamento no município de Jataí, estado de Goiás, e associar aos parâmetros clínicos, imunovirológicos e qualidade de vida (QV). Um total de 60 PVHIV foram incluídas no estudo entre os anos de 2021-2022. A coleta de dados foi obtida por meio de entrevista, baseada em questionários padronizados e análise de associação das variáveis do RCV, SM e QV. A maioria dos participantes é do sexo masculino (61,7%), idade ≤ 38 anos (53,3%), etnia parda (58,3%), heterossexual (58,3%), escolaridade até o ensino médio completo (36,6%), com vínculo empregatício (63,4%) e renda restrita em até dois salários (38,3%). Alta frequência de pacientes com contagem de linfócitos T CD4+ adequada (para a PVHIV ≥ 200 células/mm3 ) e carga viral indetectável foram identificadas. A maioria das PVHIV é fisicamente inativa, com baixo RCV e metade destes com índice de massa corporal (IMC) elevado. Os domínios da QV mais prejudicados foram a preocupação com o sigilo e a financeira. A SM se associou ao fator idade acima de 38 anos (p = 0,016), sexo feminino (p = 0,015), tempo de diagnóstico acima de oito anos (p = 0,005), tempo de uso da terapia acima de 6,5 anos (p = 0,043), inatividade física (p = 0,038), IMC alterado (p = 0,008), circunferência abdominal (p < 0,001), triglicerídeos (p < 0,001), colesterol total (p < 0,001), pressão arterial (p < 0,001) e glicose (p=0,020). O RCV moderado se relacionou com a idade acima de 38 anos (p = 0,003), sexo masculino (p = 0,040), escolaridade até o ensino médio (p =0,045), tempo de diagnóstico acima de oito anos (p = 0,017), tempo de uso da terapia acima de 6,5 anos (p = 0,035) e HDL-colesterol baixo (p = 0,013). Todas essas condições podem ter consequências negativas para o controle da infecção. Dessa forma, o conhecimento sobre a prevalência e preditores da ocorrência de fatores de RCV e SM em PVHIV podem auxiliar políticas públicas para a melhora da qualidade de vida, evitando complicações de saúde futuras e gastos ao sistema de saúde.

 BIBLIOTECA WEB DA UFJ

Dissertação não disponibilizada.